Estadia prolongada

No início do mês de Maio, e baseada nos novos Estatutos e Regulamentos Eleitorais, foram convocadas Assembleias Regionais para eleição dos novos Conselhos Regionais. Realizaram-se portanto, a nível nacional e nas diversas regiões, essas eleições, tendo consequentemente, e apurados que foram os resultados, tomado posse os novos elencos com os respectivos novos Conselheiros. A sequência lógica e prevista, seria que, os novos Conselhos Regionais promovessem e levassem a efeito Assembleias Regionais, donde sairiam os novos Delegados à Assembleia Geral da FCMP, conforme reza no Estatuto o:

 

Artigo 29º

Composição 

1 – A Assembleia Geral é composta por trinta delegados distribuídos da seguinte forma:

a) 21 representantes das filiadas;

b) 5 representantes dos praticantes;

c) 2 representantes dos técnicos;

d) 2 representantes dos árbitros.

2 – Para além dos delegados eleitos e designados, a Assembleia Geral comporta delegados por inerência.

3 – Nenhum delegado pode representar mais do que uma entidade.

4 – Cada delegado tem direito a um voto.

 

Digamos pois, que em condições normais, e segundo o meu ponto de vista, até ao final de 2010 estariam criadas as condições para se realizarem Eleições para os novos Órgãos Sociais da FCMP.

 

Pois de facto foi tudo mera ilusão… Conhecidos que foram os resultados, a Direcção da FCMP solicitou uma Assembleia Geral, para ao abrigo de pretensas irregularidades no processo eleitoral, anular as Eleições… e com a complacência dos Clubes presentes nessa Assembleia, assim foi…voltou tudo à estaca zero!

 

Como normalmente em todas as histórias, existe uma moral, a leitura que desta faço é que, se pretendeu ( e no caso conseguiu… ), um “prolongamento da estadia” dos actuais Órgãos Sociais. Solicitou-se agora às Associadas contributos para uma alteração aos Estatutos. Mas as regras do “jogo” já foram alteradas… à luz dos novos Estatutos, deixou de existir o Conselho Geral, local onde os Conselhos Regionais ( pelo do Norte, falo ), na sua função de porta-voz das Associadas da região, apresentavam ( no caso ) as sugestões de alteração aos Estatutos. Neste actual “limbo”, os Conselhos Regionais, não passam de “letra morta”. Aguardemos pois, as “cenas dos próximos capítulos”…

 

Para a história, podem ficar os resultados ( agora anulados… ), das Eleições realizadas em Maio. E sem pretender desmerecer da votação da Madeira ( onde só existem 8 Clubes ou Secções ), a leitura do mapa abaixo, só nos pode orgulhar, pois obtivemos ( a nível do continente ) as maiores percentagens de votos e de apoios. A todos os que nos apoiaram e em nós acreditaram, os meus sinceros agradecimentos, e espero ver no futuro esse apoio renovado e reforçado.                                                     

                                                                                                                                                                                     Jorge Agostinho

 

( para uma melhor compreensão do mapa abaixo, tenha-se em conta que, para a eleição da Listas candidatas, eram necessários 10% do total dos votos da sua Região )

 

Comentários

  1. Caro Jorge Agostinho
    Um grande abraço e saudações montanheiras.
    Sempre senti, desde que ando nestas andanças (na montanha), que a sua indigitação para nos defender, a par de outros companheiros que consigo comungam numa forma activa de participação - um dos laivos que a cidadania republicana, lá nos idos do principio do séc.XX , inculcou neste nosso País cada vez alheado (= alienado) - estava bem entregue.
    Acredite: não está sozinho nessa vontade que o move em intervir.
    Bem haja!
    João Sardoeira
    CM - 599 (Amarante F.C.)

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  2. Caro Amigo, voltaste e ainda bem, já cá faltava uma voz séria a remar contra os poderes instalados. Ficaste admirado com o golpe palaciano? Estás, seguramente, a atravessar uma crise de ingenuidade, porque de outra forma não terias ficado tão admirado.
    Isto é uma chatice quando a coisa não corre de feição para os que se julgam poder perpetuar o poder, mas será que os pretensos substitutos teriam feito bem o trabalho de casa, ou ainda acreditam no Pai Natal? Vai dando notícias e conta sempre comigo.
    Durana Pinto

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